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Archive for 2015


Você que deseja começar uma história, sabe que tem que narrá-la de algum modo. A questão é: como você deseja narrá-la?

Escolha o narrador, primeiramente. 

Primeiro passo para escrever a sua obra: determine um narrador.
O "quem" que está contando a sua história é uma pessoa. Ela pode participar ou não da história e para decidir isso, meu colega... Aí você tem de ver se é a primeira, segunda, terceira ou todas as pessoas anteriores porém alternadas.
Alternar as pessoas? Então dá para eu fazer um livro com cada capítulo um narrador diferente!
Sim, caro leitor. É positivo, possível e real. O esquema da alternância vai de acordo com o seu querer, contudo tente não acabar fazendo uma bagunça de personagens. Lembre-se de que a história tem de ser lida e compreendida. Quer fazer uma história narrada metade por um personagem e a outra por outro? O último capítulo será narrado pelo cara que morreu no primeiro? Com sensatez, você pode fazer tudo, entretanto, isso não é muito recomendável para iniciantes.

Escolher a pessoa que narra é algo natural. Você geralmente acaba por fazer isso sem pensar "ok, em primeira pessoa: Eu investigava...". De qualquer modo, é ótimo relembrar quais são as pessoas da narração. Fora que às vezes ter as 'pessoas' na cabeça já ajuda.

Narrador: A 'pessoa' que narra
 São três as "pessoas que narram": primeira, segunda e terceira. Vamos ver cada uma delas.


Primeira pessoa: Esta é aquela "pessoa" que participa da história, que fala sobre ela mesma com toda a profundidade, e superficialmente sobre os outros. "Eu e Júlia corremos e caímos por várias vezes naquela noite mediante a toda aquela destruição" é um exemplo de frase com o narrador em primeira pessoa. A parte boa de escrever uma história onde um personagem narra como primeira pessoa é que a personalidade do mesmo se mostra por si só, já que o mesmo acaba por contar a história pelo seu ponto de vista (não necessariamente mostra apenas acontecimentos que presenciou, mas como também, a grosso modo, mostra a cena do jeito que ele "perceberia a situação" se estivesse presente), além de seus pensamentos, sensações e sentimentos que são inseridos durante a narração. Tudo isso são vantagens dessa narração que acabam por facilitar (pelo menos para muita gente) a criação e o desenvolvimento da história.
 Autores clássicos como Machado de Assis já utilizaram esse tipo de narração brilhantemente, assim como pode-se observar na obra Dom Casmurro, que o narrador é predominantemente (isso quer dizer, não durante todo o livro) em primeira pessoa e a narração serve como um dos álibis para a consolidação do supremo mistério acerca da possível traição de Capitu, uma das personagens principais do livro.

Segunda pessoa: a segunda pessoa é uma incógnita, pois muitos dizem que não existe, porém, tecnicamente, pode-se dizer que ela existe. A segunda pessoa é um narrador que percebe que existe um leitor e conversa com ele, como pode-se ver em um trecho do capítulo XXXIII de Dom Casmurro: "[...] Não mofes dos meus quinze anos, leitor precoce. [...]". O vocativo ("chamamento") em destaque é o uso da segunda pessoa.

Terceira pessoa: a terceira pessoa é a mais conhecida como aquela que não participa dos fatos da história, só conta mesmo. Muitas vezes nem é personagem. "Ele correu, Ela correu"... Não há "eu" algum, não há a participação do narrador no enredo.

 Existe também um termo inglês chamado "self-inserction" que, em tradução literal para o português, é "auto-inserção", descreve quando o próprio autor se insere na narrativa, interagindo com os personagens como se fosse personagem, narrador-personagem ou afins.

Enfim, essa 'pessoa' que escolhemos para o narrador, na verdade,  é o tal do que se chama por aí de foco narrativo. E sabe o que é esse tal "foco narrativo"? Ele é o jeito como o narrador se posiciona em relação aos acontecimentos da história, como a pessoa que narra percebe as ocorrências. Sendo assim, podemos falar de dois tipos de "jeitos" do narrador, que vocês estão carecas de saber: 1. narrador onisciente; e 2. narrador observador. O primeiro sabe tudo e o segundo é o Bentinho (Dom Casmurro) hahah. Bom, se você não entendeu, eu explico:  o narrador onisciente é oni(tudo)//sciente(saber), ou seja, é ciente de tudo, sabe geral das coisas; já o narrador observador só sabe o que vê, se você for observar bem mas beeem direitinho, ele não tem "afirmações" de verdade e, sim, suposições. E é por isso que não podemos confiar veementemente no narrador observador que o Bentinho é neste foco narrativo de primeira pessoa tão engenhosamente colocado. Então, no trecho a seguir do www.portugues.com.br, percebe-se a relação do foco narrativo para com cada 'pessoa':

"De acordo com seu posicionamento, o foco assume distintas funções, entre as quais podemos citar:
* Foco narrativo de terceira pessoa – nele o narrador não participa ativamente dos fatos relatados. Nessa condição podemos afirmar que a narrativa assume um caráter mais objetivo, tendo em vista que ele permanece “do lado de fora”, limitando-se somente a nos repassar o que vê. Assim sendo, manifesta-se sob dois aspectos:

  •  Narrador onisciente – é o tipo de narrador que conhece toda a história, até mesmo o pensamento dos personagens.
  • Narrador observador – ele não conhece toda a história, apenas se limita a narrar os fatos à medida que eles acontecem. Assim sendo, o narrador se abstém de quaisquer intervenções, ou seja, não é concedida a ele nenhuma atitude que porventura possa nos adiantar o que ocorrerá.
* Foco narrativo de primeira pessoa – nesta modalidade, como o próprio nome nos indica, o narrador se torna também um personagem, assumindo a condição de narrador protagonista ou narrador coadjuvante. Por essa razão, afirma-se que traços subjetivos tendem a se manifestar, tendo em vista o envolvimento emocional mediante o desenrolar dos fatos".
Mas é claro que... todas essas definições não são grande coisa para você e sua imaginação, não é mesmo? Afinal, não é tão difícil assim fingir ser onisciente e esconder coisas do leitor... HuHuHuHu.

E por hoje é isso, pessoal! Manu espera que tenham gostado! ^-^

Referências que usei para o post: http://ficcao.emtopicos.com/estrutura/modos-de-narracao/ e http://www.portugues.com.br/literatura/foco-narrativo.html.

Dúvidas? Algo que ficou mal explicado? Por favor, avise-me! A barra para você deixar seu comentário está bem aí em baixo! ;) 


Acerca da Narração: o narrador e o foco narrativo

Por : Unknown
quinta-feira, 23 de abril de 2015
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Oláá, pessoal! Então... Aqui vai meu primeiro post!
Acho essa parte fundamental, por isso vou começar com ela... Estarei falando sobre Materiais para Desenho. São muitos os materiais e justamente por isso dividirei o tópico em algumas partes (mesmo que ainda não tenha certeza da quantidade de partes, embora duas partes seja o meu palpite).
 Nessa primeira parte vou citar os materiais principais, básicos e os mais usados. Então vejam a lista abaixo:



Papeis: Hoje existe uma grande variedade de papeis, de diferentes tamanhos, qualidades, granulações, pH, cores, espessuras, etc. Mas isso influencia muito no tipo de trabalho que você vai fazer, logo, deve-se olhar direito as informações na hora de comprar. Temos um tipo de papel para cada tipo de trabalho. Procure sempre olhar nos rodapés, letras minúsculas e verso as informações sobre a sua compra (falo isso por experiência própria), duvidas pergunte a alguém que trabalha lá.


Sobre as marcas e tipos de papeis, eu gosto de usar Canson, é uma marca boa e fácil de encontrar, tem o Desenho (levemente granulado), Desenho "C" à Grain, Layout, Pintura, Vegetal, Desenho Liso, Quadriculado, Colorido, Bloco de Chão e o comumente usado a Folha Sulfite.


Lápis: Esses são outros que existem em várias marcas e numerações. Eu uso os da Faber C. que pra mim são os melhores, mas isso vai a seu critério. O interessante de saber é a parte da numeração, como se pode ver na imagem abaixo começa no 10H e vai até o 9B. Os lápis H são mais duros, lisos e obviamente mais claros: quanto mais claro é o traço, mais duro e liso é o lápis. Os B são mais macios e porosos, pois quanto mais escuro o traço, mais macio e poroso será o lápis. Na imagem podemos observar também de 2H a 8B, que é o lápis artístico, mas você não precisa de toodos esses, pois você pode intercalar e escolher a cada dois (HB, 2B, 4B ou B, 3B, 5B) .


Lapiseira: É muito boa, pois faz traços bastante precisos, e sua ponta fina é ótima para desenhar áreas pequenas. Hoje já tem lapiseira com grafites de todas as numerações, assim como os lápis. Outra coisa boa nela é que pode ser usada pra fazer esboços por ser fina e em tom claro.

Apontador: esse não preciso explicar muito...

Borracha: É importante saber escolher a borracha, use sempre uma macia que não agrida ou manche o papel. Esqueça essas historias de borracha que apaga lápis de cor, caneta, é tudo papo furado e dinheiro jogado jogado no lixo.


Limpa Tipos: A limpa tipos é como uma borracha, porém modelável, o que é muito bom, pois às vezes precisa-se apagar uma área pequena ou fina, daí chega ser bem útil. É bem macia e fácil de modelar. Existem algumas no mercado que são mais duras, mas é aquela de ficar apertando e moldando várias vezes pra amolece-la. É bem interessante também que ela consegue apagar aqueles traços mais escuros feitos por lápis como os 5B e 6B, sem deixar no papel aquele efeito fantasma (ou sombra). Ela é indicada pra usar no lugar da borracha comum, e tome cuidado, por que ela absorve poeira fácil. Eu amo ela, mas aí vai uma dica: NUNCA, JAMAIS, leve ela pra escola ou mostre para o seu irmãozinho menor ou deixe ela em cima de algum móvel ou visível na sua casa enquanto tem visitas (jamais vou esquecer aquelas cenas... kkk). [Observação da Manu: casos inusitados e constrangedores da vida de desenhista de Victor C., parte I! XD]

Esfuminho: O esfuminho é uma das bênçãos já inventadas, serve para esfumaçar partes do desenho, mais utilizado nos desenhos Realísticos, de anatomia, assim como os retratos também. É uma bênção porque você não precisa mais sujar os dedos da mão, e com essas pontas pequenas esfumaça parte pequenas sem borrar áreas próximas. Eu não vou mentir, você vai pagar um, dois reais por um pedaço de papel enrolado e colado, mas que vale a pena, ah... isso vale!






Réguas e Gabaritos: As réguas e gabaritos ajudam muito pra quem é iniciante e pra quem já é desenhista, não é algo para se detalhar também, pois a imagem também é autoexplicativa nesse caso. Todavia, continua sendo interessante que se pratique fazer retas, círculos e etc sem o uso deles, mas é sempre bom termos em mão. Os gabaritos se encontram em formatos e tamanhos variados. 



Nankin e Bico de Pena: O nankin é uma tinta usada na escrita antigamente através da pena ou caneta bico de pena (imagem ao lado). Antigamente se usavam mais as cores preto, dourada e prata, mas nos dias de hoje já tem diversas cores pra comprar. O nankin colorido é bem chatinho de encontrar, mas é bem legal e tem muitas marcas, a mais conhecida é a Acrilex (eu particularmente não gosto muito desta). É bastante conhecida na escrita japonesa e em desenhos mangás, todo mangaká precisa ter um desses um dia, é legal o funcionamento do bico de pena, pois ele tem uma abertura no centro e uma linha quase imperceptível, mas quando você pressiona a ponta dele sobre um pires com nankin ele abre essa linha, formando duas pontas que sugam a tinta; depois, já no papel, pressione levemente e a tinta vai escorrendo aos poucos na escrita, o que exige muito cuidado por que é bem frágil. Limpe o bico sempre depois de ter usado, porque se não o nakin seca na ponta e estraga a caneta.

FinePen: A FinePen é uma caneta descartável da Faber Castell, mas o legal dela é que ela com tinta nankin, e uma ponta fina ( 0.5, se não me engano) e é boa pra quem não se da muito bem com o bico de pena. Ótima também pra finalizar desenho, principalmente mangá e HQ, além de fazer contornos finos.


Bem, então é isso pessoal, a primeira parte de Materiais P/ Desenho! Espero que vocês tenham gostado, comentem se tiverem duvidas, algo a acrescentar, ou simplesmente porque querem... Em breve estarei postando a segunda parte, até mais!

Materiais P/ Desenho - Parte I

Por : Unknown
sábado, 3 de janeiro de 2015
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Eai pessoal! Sou Felipe, novo no Blog. Ficarei encarregado dessa parte incrível que é os Games! Então... Vamos lá.

Nesse primeiro post vou falar de um RPG que me chamou muito a atenção, tanto na história, como nos gráficos, jogabilidade, entre outros aspectos. O The Elder Scrolls V: SKYRIM.
A historia se passa em um lugar chamado "Skyrim", numa região que podemos chamá-la de Península. O personagem principal é abordado por Imperiais do lugar ao tentar atravessar a fronteira ilegalmente além de ser confundido com um dos membros dos Stormcloaks - Digamos que são os "rebeldes" - Logo após alguns diálogos, você poderá passar horas e horas criando seu personagem - Eu demorei quase um dia inteiro...- Independente da raça que escolher, seu personagem será o Dovahkiin/Dragonborn que seria aquele salvaria o mundo da destruição que seria causada por Alduin, o filho dragão primogênito de Akatosh ou o devorador de mundos, que antes, havia sido banido do tempo-espaço.

Nesse Game o jogador pode se sentir livre para explorar a região de Skyrim, participando de facções algumas criminosas outras que seguem as regras. Muitos lugares a serem explorados, muitas "Sidequests" pra fugir um pouco da historia principal.
Como se não bastasse o jogador pode se tornar um Vampiro ou um Lobisomen.
É possível comprar moradias em determinadas capitais de Skyrim, até mesmo realizar um casamento entre seu personagem e um NPC disponível para casamento.

O Jogador também se sentirá livre de melhorar seus atributos de Guerreiro, Ladino e Mago com quaisquer tipos de equipamentos.
Armaduras: Leves e Pesadas.
Armas: Arcos, Espadas, Martelos, Machados, Adagas e Cajados.
Magia: Destruição, Ilusão, Restauração, Alteração, Conjuramento e Encantamento.
Observação: As armas melhoram atributos diferentes. Arco (Arquearia), Espadas, Machados e Adagas (One-Handed e Two-Handed), Martelos (Two-Handed).

Além de melhorar os atributos de seus equipamentos, o jogador também poderá melhorar os atributos de seu personagem:
Ladino: Roubo (Steal), Arrombamento (Lockinpick), Fala (Speech) e Furtividade (Sneak).
Guerreiro: Bloqueio (Block), Forja (Smithing).
Mago: Todas as habilidades citadas anteriormente.

É claro que, mesmo você escolhendo o caminho do Guerreiro pode melhorar as habilidades de Mago e de Ladino. Para cada 1 ponto de habilidade melhorada o personagem ganha pontos de experiência, Cada habilidade tem um conjunto de "perks" que precisa de um nível para poder ser disponibilizado.
Exemplo: Tem uma habilidade do Mago que requer o nível 40 em Destruction, ou seja, você terá que desenvolver a habilidade de Destruction até o nível 40 para disponibizá-la.

As lutas dentro do jogo vão de contra Lobos até Dragões e Gigantes.
E também dependendo dos crimes que você comete, como o roubo ou o assassinato de algum NPC - Se for ocorrido em alguma cidade - Os guardas irão te prender, oferecerão um recompensa para te procurarem ou pedirão para você pagar uma multa de acordo com a gravidade do crime cometido.

Existem muitas outras coisas que podem ser aproveitadas no jogo, além também das DLC's que dão ao jogador novas experiências.

Um conselho: Nunca, NUNCA, em hipótese alguma, mate uma galinha.
Bom, agora é só comprar seu jogo e ficar tomando sustos que nem eu... Brincadeira, até a próxima! ;)


400 Horas de estratégia e muita aventura!

Por : Felipe
sexta-feira, 2 de janeiro de 2015
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Olá pessoal, para começar o ano bem, acrescentamos um novo marcador #Aulas de Desenho (eeeeeh...kkk), aqui é o Victor eu vou estar no Blog para dar algumas aulas e dicas de Desenho, não só Mangá, mas também HQs, Realismo, Artísticos, Digitais, etc, falar um poucos dos materiais utilizados e muitas outras coisas. Eu não sou um profissional de desenho AINDA, mas com certeza vou ser um dia, porem estou cursando o curso de Desenho Artístico, um curso creio eu muito cobiçado por vários de vocês fãs da arte, e por esse motivo quero repassar pra vocês o que aprendi e aprenderei nele, espero que gostem.

Introdução

Por : Unknown
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